Celular, essa caixinha de surpresas

Postado em pessoal, videos às 2 07 2008 por daerson

Pena que é mentira. Mas o mundo seria muito mais divertido se isso realmente fosse possível…

Novidades

Postado em pessoal às 2 07 2008 por daerson

A dani está em São Paulo, fazendo um freela para a Veja. Eu estou aqui no Rio, fazendo a minha Formação PMP, negociando minha recisão com minha antiga empresa, procurando emprego e cuidando dos cachorros.

Parece que a Simpatia do Fio Dental está dando resultado. Terça-feira tenho uma entrevista numa empresa em Campinas. Mais uma vez, São Marcurelho, protetor dos blogueiros, me ajuda.

No mais, nenhuma má notícia. E isso, por si só, já é uma boa notícia.

O Sétimo Selo

Postado em pessoal às 29 06 2008 por daerson

Ok, eu sou fã do número sete e tem o lance dos sete selos e as sete trombetas do apocalipse. Eu sei. Tudo levava a crer que haveria o tal sétimo sinal, mas a verdade é que não houve. Tudo continua no mesmo sabor ensosso de caixas de papelão desde o final de semana que o apartamento foi inundado.

No final das contas, Dani conseguiu ir ao casamento do Marco e da Ana. Não conforme planejamos, mas como foi possível ir. Eu, infelizmente, fiquei em casa, consertando o encanamento e ouvindo a ira dos moradores do prédio. Tudo que eu pude fazer foi prometer a eles que da próxima vez que fosse explodir um cano no meu apartamento, seria em dia de semana e eu avisaria com antecedência.

Buscar um emprego passou a ser o meu emprego desde então. Espalho emails, faço networking, preencho cadastros e envio currículos. Muitas promessas, muita gente ajudando, mas nada ainda. Li numa publicação que pessoas da minha faixa etária, da minha categoria profissional, demoram em média quatro meses para encontrar um novo emprego. QUATRO MESES!!! Eu vou morrer antes…

Enquanto a minha antiga empresa me enrola sobre a minha recisão, aproveito o tempo para recuperar o tempo perdido. Estou fazendo uma formação em Gerência de Projetos e outros mini-cursos por aí. Tentando me atualizar e marcar uns pontos a mais no quesito ‘Certificações’.

Também tenho me dedicado a pensar na vida. Quando se leva um tapa destes, a gente costuma fazer isso. Sair de um emprego depois de tanto tempo, depois de se dedicar a empresa como eu me dediquei é como perder um pouco o pé de apoio. De repente, o futuro se cristalizou na minha frente e não tenho nenhum plano para ele. Continuar morando no Rio, me mudar para São Paulo, dar um tempo e ir morar no exterior, me dedicar a fotografia, ir para interior, abrir o meu próprio negócio, muitas possibilidades…

Assustador…

Will code HTML for food

Postado em pessoal às 26 06 2008 por daerson

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Um clássico, mas que tem tudo a ver com o momento…

Por água à baixo

Postado em pessoal às 26 06 2008 por daerson

Os dois sentados num banco da rodoviária Novo Rio, cheio de malas, cansados, estressados e de mau humor. Pelas minhas contas, àquela hora, já deveríamos ter chegado à São Paulo se não houvéssemos perdido o avião. Agora, só nos restava esperar mais algumas horas pelo ônibus e passar a noite toda sacolejando até São Paulo.

E seria assim se o telefone não tivesse tocado.

Era o meu pai do outro lado da linha. Queria saber se eu já estava em São Paulo:

– Não, não. Perdi o avião. Estou na rodoviária.
– Então acho melhor você voltar para casa…

Eu havia pedido para o meu irmão ficar no apartamento com os cachorros naquela noite e, no dia seguinte, levá-los para a casa dos meus pais. Pelo o que meu pai havia contado, um cano havia estourado no banheiro e alagado tudo. Meu irmão estava desesperado no apartamento sem saber o que fazer.

Desliguei e liguei para ele. Ele estava desesperado e não sabia o que fazer. E nós, fizemos o óbvio: voltamos para casa.

Cancelamos a passagem de ônibus, discutimos, entramos num táxi e voltamos para casa ainda mais tristes, cansados, estressados e de mau humor.

A portaria estava vazia, o que era estranho àquela hora. Normalmente o porteiro da noite sempre fica por lá. Quando abrimos a porta do elevador, descobrimos o real tamanho do problema. O elevador estava todo molhado e, pela porta pantográfica, vimos que água havia descido pelo fosso. Alguns andares acima podíamos ouvir o barulho dos rodos e vozes nos corredores do prédio. Parecia que uma inundação havia descido por ele. O queixo da Dani caiu e ela não conseguiu pronunciar nenhuma palavra e nem mesmo respirar enquanto o elevador subia.

Nosso apartamento, no sexto andar, parecia uma casa depois de uma enchente. Os móveis todos empilhados, o chão todo molhado, papeis, livros, tapetes, tudo espalhado por todo canto na tentativa de secar com o mínimo de prejuízo. Meu irmão estava num estado não muito melhor que nossos cachorros: molhado dos pés à cabeça.

O nosso prédio tem mais de 50 anos. Todo o encanamento é de metal. Em alguns lugares o encanamento ainda é o original, como, por exemplo, na coluna d’agua da descarga. O arquiteto que projetou o prédio achou que não haveria nenhum motivo para que as pessoas resolvessem fechar o registro da coluna da descarga em seus apartamentos. Tudo isso somado foi a receita do desastre.

O cano arrebentou bem na junção da parede, depois do registro da descarga. A pressão da água, a maresia e cinquenta anos de oxidação contribuíram para enfraquecer esta junta. O pobre do meu irmão ficou com a culpa de ter dado a descarga fatal que arrebentou com tudo e despejou quase toda a caixa d’agua do prédio pelo meu banheiro.

Secamos tudo da melhor maneira que pudemos. Mandei meu irmão para casa para descansar, fechamos as portas, abrimos as janelas, desligamos as luzes, deitamos na cama e choramos.

O sexto sinal havia sido dado e o mundo que conhecíamos havia sido destruído.

Perdendo o rumo

Postado em pessoal às 25 06 2008 por daerson

A primeira semana sem emprego é horrível. Você não só ainda não conseguiu tirar da cabeça os problemas do antigo emprego, como também agora acumula os problemas de estar desempregado. Quem vai pagar as contas deste mês? E do próximo? Preciso encontrar um trabalho, mas onde? Para mim a coisa era pior: eu nunca havia sido demitido na minha vida profissional. Eu sempre havia mudado de emprego na busca de algo melhor. Aquela era a primeira vez que alguém me dizia que não precisava mais dos meus serviços.

A semana se arrastou enquanto atualizava currículo, avisava aos mais chegados que havia sido promovido para o mercado e que estava em busca de novas oportunidades e desafios. Dormi mal, fiquei de mal humor, tudo possível de ruim. Nem mesmo me dediquei a cuidar das milhares de fotos que haviamos trazido da viagem. Tudo havia perdido o encanto.

Mas, havia a promessa de um pequeno oásis de felicidade no meio desse cataclisma. O Marco e a Ana iriam se casar. Havíamos passado a maior parte da viagem em busca de um presente de casamento para os dois e não víamos a hora de revê-los e entregar o presente. Havíamos comprado as passagens numa promoção da TAM, num super-mega-hiper-desconto, de modo que tudo já estava acertado para a viagem.

Saímos na sexta à tarde em direção ao aeroporto com uma boa folga no horário. Mas, assim que entramos na lagoa, a coisa ficou preta. Tudo parado. Ninguém andava para nenhum dos dois lados. Meia hora e não tinhamos andado nem dois quilômetros. A Dani começou a desesperar, tendo a certeza de que iríamos perder o avião. E eu comecei a ficar de mal humor.

De fato, perdemos o avião, mas não sem antes aquele sofrimento de achar que ainda ia dar tempo e sair correndo pelo aeroporto em direção ao check-in só para ouvir a atendente, detrás de um sorriso sarcástico, dizer que o check-in já havia sido encerrado. Fomos ao guichê de compras e descobrimos que a taxa para remarcar a passagem que havíamos comprado era o mesmo valor de uma passagem nova.

Mais choros, mais desespero, mais mau humor. Mas, anotem aí mais um sinal:

  • Sinal 5: Perder o avião para o casamento do melhor amigo

Decidimos tentar ir de ônibus. Afinal, nada me impediria de ir no casamento do Marco Aurélio. Missão dada é missão cumprida, já dizia o Capitão Nascimento.

Fomos para a rodoviária e compramos uma passagem para São Paulo. Teríamos que esperar algumas horas, mas tudo bem, seria bom para se acalmar. Comemos um lanche qualquer e fomos nos acomodar para a longa espera.

Mas a longa espera nem foi tão longa assim. Logo o telefone tocou, anunciando mais um sinal transvestido de desgraça…

Disléxico

Postado em pessoal às 25 06 2008 por daerson

Ei eu sou? Disléxico: Qual. o problema,

Sinais

Postado em pessoal às 24 06 2008 por daerson

Dani acredita que os sinais foram bastante claros. Eu, cético, ainda aposto nas variações estatísticas e digo que tudo foi, na verdade, uma grande coincidência.

Apenas para não perderem o fio da meada, lembrem-se: 2007 foi um ano do cão para nós, daqueles que você tem que olhar de modo diferente da maneira que olha os outros anos e tentar tirar dali alguma boa lição. Para nós, a lição foi que estar vivo era mais importante que qualquer outra coisa. Tanto que decidimos enfiar a mão na poupança e torrar um punhado do vil metal acumulado pelos anos de trabalho numa puta viagem pelo velho continente. Então, anotem aí:

- Sinal 1: um ano dos infernos
- Sinal 2: uma viagem emblemática e cartártica
- Sinal 3: um avião que se recusa a pousar no destino final

Pois bem, o próximo sinal não demorou  mais do que 24 horas para se apresentar…

Eu retornei ao trabalho normalmente naquela manhã. Tudo tranquilo. Um mês de férias, stress em níveis aceitáveis, energia revigorada para os novos desafios. Comprimentei as pessoas, falei da viagem, ouvi os problemas do mês que não havia estado por lá. Então, os diretores executivos da empresa me chamaram para uma reunião.

A ética profissional me obriga a ser superficial neste momento. Os executivos votaram numa reestruturação da empresa e no encerramento da minha diretoria. Estava sendo dispensado da empresa depois de oito anos, numa carreira que começou como estagiário de programação e terminou como diretor de projetos. Talvez volte a me lamentar por isso mais a frente, mas, por enquanto, basta ficarmos com isso, com o sinal.

- Sinal 4: o fim de uma longa carreira profissional

Eles me mandaram para casa na mesma hora, sem ter tido tempo de dar a notícia para as pessoas com quem trabalhava. No caminho, alheio aos sinais que se acumulavam, apenas pensava que minha vida estava passando por um momento um tanto atribulado.

Contudo, os sinais ainda não haviam acabado…

It’s the end of the world as we know it

Postado em pessoal às 22 06 2008 por daerson

O regresso foi estranho, quase como se o universo, deus ou o destino tentassem nos avisar de que seria melhor não tentar voltar. O sempre assustador barulho do trem de pouso baixando durante a aproximação me pegou de surpresa. “Estamos meio alto para isso agora”, foi o que pensei. Embora não seja piloto, os meus incontáveis pousos no Galeão me deram um sentimento confortável de saber onde o avião começava a baixar, onde já era possível ver a cidade do Rio e, é claro, onde o trem de pouso de armava. E, definitivamente, estava meio alto para aquilo.

– Estão meio alto para abrir o trem de pouso, não? Isso é normal? - Dani sempre fora muito perspicaz…

Tentei acalmá-la dizendo que era normal, que isto acontecia devido às condições de vendo, tamanho do avião, pressão aerodinâmica, signo ascendente do co-piloto, alinhamento planetário e posição do flamengo na tabela do brasileirão.

Quando o vimos o aeroporto do Galeão pela janela, a sensação de retorno ao lar começava a se cristalizar com mais força. A viagem tinha chegado ao fim e estávamos sendo lançados de volta ao mundo real. Tal Jonas, iríamos retornar ao ventre da baleia chamada cotidiano. “Acabou”, era o que eu ia falar para Dani quando um as turbinas aceleram novamente, poucos metros antes do trem de pouso tocar solo. Assustado, vimos pela janela a pista se afastando, diminuido, indo embora.

Arremeter o avião durante o procedimento de descida é uma tarefa de rotina na aviação civíl. É tão comum como ter que entrar com o carro de novo na vaga para ele ficar parado perto do meio fio. É tão simples, e sem graça (pelo menos para os pilotos), que nem conta como acidente ou incidente aéreo. É rotina deles. É cotidiano. Mas para nós não.

Isso nunca havia acontecido comigo antes. E olha que pousei uma quantidade razoável de vezes no Santos Dumont, o paraíso das arremetidas. Aquele momento que a pista de pouso se recusou a nos receber de volta ficou ruminando na minha cabeça, como se fosse um presságio do que poderia vir. E, de fato, não demorou muito a mostrar à que veio…

Moldova? Luati rutiera numarul unsprezece!!

Postado em pessoal às 22 05 2008 por daerson

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah, Moldávia, a princesinha da Europa!

O tempo em Chisinau está ótimo! Parece São Paulo em dias de frente fria. Um ventinho e uma chuvinha persistente que nos convidam a ficar o dia inteiro no hotel. E, é claro, que o hotel também ajuda. Descobrimos o hotel Te Urasc, bem no centro da capital. É um hotel no rústico, no melhor estilo tradicional da Moldávia. As paredes de pedra enegrecidas pelos séculos de fuligem de vela, as peles de cabra jogadas no chão sujo, fazendo as vezes de tapete durante o dia e de cama durante a noite, dividir um pequeno aposento com outros sete membros de uma família moldova e suas quatro cabras, isso sim é que vida.

Segue a foto da entrada do nosso hotel. Nela vocês podem ver o pequeno Patruzeci, nosso guia em Chisinau. Ele ganhou este nome por ser o décimo-quarto filho da família que nos hospeda. Apesar da pouca idade, já trabalha no ramo do turismo, estelionato e prostituição. Na foto, ele o meio de transporte que descolou para nos levar para um city-tour.

Mais notícias em breve!

La revedere!